Em sua primeira visita fiscalizatória de 2026 nos equipamentos de saúde da capital potiguar, a Comissão de Saúde, Previdência e de Assistência Social da Câmara Municipal de Natal esteve nesta segunda-feira (09) nas instalações da Unidade Básica de Saúde do Alto da Torre, zona Norte. Participaram do encontro a vereadora Camila Araújo (União Brasil) e os vereadores Luciano Nascimento (PSD), Daniel Santiago (PP), Preto Aquino (Podemos) e Claúdio Custódio (PP).
A unidade, inaugurada em setembro de 2022, possui uma equipe de saúde formada por 22 profissionais, que realiza cerca de 800 consultas médicas, 200 consultas odontológicas e 200 exames por mês. De acordo com os parlamentares, a visita à instituição foi motivada por denúncias da comunidade sobre dificuldades no acesso a exames e consultas, além da falta de prioridade para pacientes idosos.
"Iniciamos as atividades de fiscalização da Comissão de Saúde da Câmara Municipal visitando a UBS Alto da Torre. Aqui, constatamos que um dos principais problemas é a baixa disponibilidade de exames em comparação com a demanda, afetando especialmente idosos e gestantes. Outras questões incluem a necessidade de climatização na recepção e melhorias no sistema Regula RN. A comissão fará relatórios e encaminhará requerimentos à Secretaria Municipal de Saúde para solucionar essas situações", afirmou o presidente do Colegiado, vereador Luciano Nascimento.
"Apesar da boa estrutura e dos equipamentos novos, a unidade não consegue atender plenamente às demandas da população, especialmente no quesito exames laboratoriais. Diante deste cenário, recomendaremos à Secretaria Municipal de Saúde que amplie as vagas para atendimentos e exames. Também vamos sugerir que o local se torne um ponto de coleta de sangue", pontuou a vereadora Camila Araújo.
O diretor da UBS, Davi Lopes, apontou medidas que considera necessárias para melhorar o trabalho da equipe. "Precisamos dobrar o atendimento laboratorial, ampliar o número de dentistas e enfrentar o atraso na coleta de exames de sangue, que é o principal gargalo atual, pois impede o andamento satisfatório dos tratamentos. Quanto aos atendimentos médicos, registramos um bom crescimento, mas dependemos da agilidade dos exames para atuar de forma mais eficiente".
Texto: Junior Martins
Fotos: Verônica Macedo