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Câmara Municipal de Natal

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Notícia

07/05/2026 Audiência debate situação dos professores e das crianças atípicas na Educação

Uma audiência pública realizada nesta quinta-feira (07), na Câmara Municipal de Natal, discutiu os desafios relacionados à educação pública na capital Potiguar, entre eles a defasagem salarial e o suporte às famílias de crianças atípicas matriculadas na rede pública de ensino municipal. A proposta do encontro foi do vereador Daniel Valença (PT), presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Servidoras e dos Servidores Públicos e dos Serviços Públicos do Município de Natal. 

No centro das discussões, estarão a Lei 241, a defasagem salarial dos professores, que alcança o patamar de 60%, e a realidade das famílias atípicas na educação pública de Natal. A audiência contou com a presença de representantes da Secretaria Municipal de Educação (SME), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (SINTE) e da Comissão de Estagiários da Educação (COE Natal). 

O vereador Daniel Valença falou que a divisão da categoria de professores em três leis piorou as condições do trabalho docente. Segundo ele, a falta de efetivo e as precárias infraestruturas se intensificam quando alcançam as famílias atípicas cujo atendimento educacional exige particularidades. "Uma pena que a gestão municipal não compareceu para escutar os reclames da população, haja vista que os desafios são extraordinários. Por exemplo, a defasagem salarial dos professores, que já acumula 60%. Além disso, a realidade das famílias atípicas, mães com seus filhos fora da sala de aula, porque não tem estagiário. A prefeitura tem que fazer concurso para o professor auxiliar. O ideal é termos professores auxiliares e estagiários juntos para garantir o direito à educação de crianças e adolescentes". 

Em seguida, o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (SINTE-RN), Bruno Vital, informou que mais de 4 mil estudantes com deficiência precisam de atendimento especializado. "É crucial ter profissionais formados e especializados para atender às necessidades dos estudantes. Porém, o que vemos é a desvalorização do magistério municipal, com perdas salariais significativas e salários baixos para novos professores, dificultando a atração e retenção de profissionais".

Pelo Conselho Municipal de Educação, a professora Fátima Cardoso disse que a prefeitura precisa aplicar o piso salarial da categoria. "O piso é a principal referência para a atualização do nosso salário, mas algumas vezes a gestão não praticou os devidos percentuais, o que gerou um passivo que já chega a 62% de perdas. Diante disso, estamos propondo medidas para reduzir esse déficit salarial. Vamos levar essa pauta e outros encaminhamentos ao Executivo para lutarmos pelos direitos dos servidores da Educação", defendeu.

MarKlebson Silva, representante dos estagiários, afirmou que o segmento enfrenta muitas dificuldades, incluindo defasagem salarial e falta de valorização profissional. "Estamos aqui em busca de melhorias para as nossas condições de trabalho, incluindo aumento da bolsa-estágio, que atualmente chega a R$ 819 por seis horas de trabalho, para cuidar de crianças com deficiências. Portanto, esperamos que a nossa voz seja ouvida e que ações sejam efetivadas no sentido de garantir conquistas para os estudantes estagiários".

Texto: Junior Martins
Fotos: Elpídio Júnior

Frente Parlamentar dos Servidores Públicos - 07.05.2026

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